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quarta-feira, setembro 13

Preciso Do Seu Sorriso - Mariana Aydar/Chico César/Mestrinho


Mia Couto - O Amor, Meu Amor (poema recitado)


CARTA DE DESPEDIDA (Gabriel Garcia Marquez) - LEGENDADO


André Rieu & Carmen Monarcha – Habanera







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André Rieu & Carmen Monarcha – Habanera







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Hoje mais velha.

Ainda quero ser pedra. Pela dureza de que são feitas. Porque não se partem. Como eu que me lasco um pouco mais em cada queda. Já não quero ser poeta. Os poetas conhecem bem demais a textura das lágrimas.

Hoje mais velha.

Talvez ainda escritora. O sonho dos sonhos. Porque ainda me conto estórias para adormecer nos dias maus.

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Zé Ramalho - Entre a Serpente e a Estrela (Amarillo By Morning)


Marisa Monte - As melhores


Coisas
 Coisas simples para fazer alguém feliz.  O som de uma música que torna os nossos pés efervescentes, com vida própria, a viajarem dentro de si mesmos na descoberta da alegria. O som dos pássaros e o sol a adormecer lá longe, no horizonte. A areia da praia a escorrer nos dedos e os pés dentro do mar quando o calor se faz sentir. Coisas felizes para abençoar a alma. Um livro para devorar, para nos manter acordados pela madrugada fora, um riso fácil a preencher os  nossos silêncios, um caminho difícil que no fim valeu a pena.  A beleza de cada manhã, cheia de novidades e promessas para encontrar e descobrir, em ziguezague. Porque a vida nunca poderia ser em linha reta pois não? Discutir mas fazer depois as pazes. Rir por algo que nem sabemos bem o que é. Coisas que nos aquecem o coração. Uma chávena de chá e uma lareira acesa. O ronronar do gato e o cheiro a pão acabado de fazer. Uma nova história. Coisas que não são apenas coisas. São a nossa identidade quando nos sentimos prestes a perder o chão. Como se o mundo nos quisesse engolir. O mundo é o bicho papão e quer-nos devorar. Vou-me agarrar às coisas, pequenas, ínfimas, partes de mim para não esquecer quem fui, quem sou. Para construir  e reconstruir a alegria sempre que ela me quiser fugir. 
 
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Aline Lessa (Fio) - Insensatez (Tom Jobim/Vinicius de Moraes)


quarta-feira, agosto 23

Elza Soares Meu guri

Simone - Coração ateu | Sueli Costa

 
 
 
 
Não quero mais ser apenas a mulher fatal, aquela que desatina juízos, desarruma os lençóis e transforma a tua vida num redemoinho doce. Quero ser também a tranqüilidade das tardes sonolentas depois do almoço, a fluidez das horas ociosas. Quero ser canto, colo, aconchego, rotina e abrigo de paredes concretas. E uma ponte para o exterior quando a madrugada inquieta...Quero permanecer mais do que estar, sem me preocupar pra que direção o vento levará teus desassossegos.

Mas, deste caminho que te apresento, faço do convite esta certeza de mãos dadas só no início... Pois há algo que mesmo quem teme , ignora: é possível que a estrada seja engolida: pelas águas, pelo cansaço, pelo desperdício das horas, pelos indícios.

Não acredito mais na idéia de amor romântico, por isso, perdoa se te transformei no homem da minha vida, eu deveria ter deixado que você se tornasse por mérito próprio.

E se percebo que não há garantias é porque nunca as tive: nem nas ausências, nem durante a mais intensa companhia. E destes gritos que abrangem um mar inteiro numa breve manhã ou numa tarde sem carícias, me desvencilho. Quero saber que você existe, que já esteve em mim e comigo, mas que é tão livre para ser quanto eu sou. E que esteja e seja matéria ou substância etérea sem me machucar com tua existência sólida. Não quero que nada sobre você me pese nos dias e nem que a saudade me faça acordar com o olhar mais triste que já tive. Quero saber-te pleno e estar feliz por isto, seja lá qual for o motivo. Quero saber-me plena e casada com o amor, mesmo que você já não seja mais o foco. Há muito alvoroço de mar em mim, deixa que eu viva e escreva por esta Natureza.(Nasci explícita para que ningúem me guarde num segredo.)Sou permanência e transitoriedade. Sou reminiscência e novidade. E sei e sinto e vejo mais do que gostaria.

E, se isto me orienta, também me angustia.

Você sabe, às vezes me falta destreza.

E para que não seja sempre assim tão ácido,

Não sejamos nós,

Antes, sejamos laços:

Desses que se atam e desatam com delicadeza.

Marla de Queiroz

Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros


 

Francisco Tárrega: Tango Maria


A arte do encontro - Vinícius de Moraes e Chico Buarque


A arte do encontro - Vinícius de Moraes e Chico Buarque